ASSOCIAÇÃO DE OGANS PARTICIPA DO PROGRAMA TARDE TOTAL

A Associação de Ogans de Londrina e Região realiza no próximo dia 22 de setembro, às 19h, o primeiro prêmio destinado a babalorixás, yalorixás, ekedis e ogans da Londrina e região. A iniciativa visa valorizar representantes da religião que com sua dedicação esforçam-se para levar a fé, combater situações de intolerância religiosa e fortalecer as comunidades de terreiro. Confirme sua presença no e-mail associacaodeogans@gmail.com

Confira o documentário "Brincando com os deuses"

Assista o documentário "Brincando com os deuses" mostrando crianças no candomblé.

Veja as imagens do último encontro em Cascavel. Os oficineiros da Associação de Ogans apresentam oficinas de maculelê e de ritmos.

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terça-feira, 24 de abril de 2012

REPRESENTANTES DA UFPR E UEL ORGANIZAM ATO PÚBLICO PRO COTAS RACIAIS



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Amanhã, quarta-feira (25) às 13h ocorre o Ato Público em favor das Políticas de Cotas no Ensino Superior no pátio da Reitoria da UFPR. O manifesto coordenado pelo professor Paulo Vinicius e pela mestranda Neli  é uma reação ao julgamento do Supremo Tribunal Federal que vota a constitucionalidade do sistema de cotas. São duas ações que serão julgadas, sendo uma pela Universidade de Brasília (UNB) e a outra um recurso referente a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


A decisão do STF poderá servir de jurisprudência para as políticas de cotas. Em todo país várias universidades preparam para fazer manifesto em prol do sistema. Na Universidade de Londrina (UEL) a ação está sob coordenação da Professora Rosane Borges, que organiza um manifesto no calçadão de Londrina às 12h, em frente ao Teatro Ouro Verde. A professora explica que a ação conta com apoio de entidades parceiras e no ato serão distribuídas cartilhas e prestado informações sobre os avanços e conquistas que o sistema de cotas tem trazido na formação de vários alunos.

Para o historiador e doutorando da UFPR, Hilton Costa, em nota publicado no site da Gazeta do Povo, chama atenção que quando uma política é voltada para população negra no sentido de auxilia-la, ela é demonizada. “Poucas pessoas assumem que uma das funções do Estado é, justamente, equilibrar as diferentes partes presentes a sociedade, assim assumir as politicas afirmativas é postar a favor de um Estado que tem também como função promover equilíbrio”, diz.

O julgamento ocorrerá às 14h e será transmitido ao vivo na reitoria.


Julgamento do Supremo Tribunal Federal:
sistema de reserva de cotas para ingresso nas universidades, com base em critérios raciais.
Curitiba
13h00 – Ato público em favor das Políticas de cotas no Ensino Superior.
Local: Pátio da Reitoria
 14h00 – Acompanhamento do julgamento, ao vivo.
Local: Sala de video-conferência, 2º andar, Ed. D. Pedro I, R. Gal, Carneiro, 460.



Londrina
12h - Em frente ao Teatro Ouro Verde - Centro 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

TEM FESTAS EM LONDRINA NESTE FINAL DE SEMANA! PROGRAME-SE

No próximo dia 14 de abril (sábado) três festas marcam o mês em homenagem aos orixás Oxossi , Yansã e Ogum, confira os endereços e programe-se. Participe prestigie esse momento nas casas citadas.


terça-feira, 3 de abril de 2012

CANDOMBLÉ EM PONTA GROSSA REUNE POVO DE SANTO DE VÁRIAS REGIÕES DO ESTADO











quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

INTEGRANTES DA ASSOCIAÇÃO DE OGANS REALIZAM ATIVIDADES EM MARILENA/PR

No dia 04 de novembro na cidade de Marilena ocorreu o VI Seminário Educar para Igualdade Racial - Por uma Educação sem discriminação. O evento contou com a presença do professor Neuton de Colombo, Paulo Borges da Acnap, Professor Celso  da ANPIR de PARANAVAÍ/CANARA/MEC, entre outros. O evento foi organizado pela professora Iranildes de Assis com demais professores e Secretaria Municipal de Marilena no Paraná.

Os ogan Robson Borges ministrou uma palestra para os professores e alunos com foco na religião do candomblé, desmistificando vários conceitos e falando dos orixás. Na sequência, ogan Robson, que é o vice-presidente da Associação, e o Secretario ogan Kiambulê (Alisson) realizaram uma oficina falando de instrumentos e da questão da religião em sala de aula " Foi  uma experiência muito rica, podemos estar diretamente com os professores, tirando suas dúvidas a respeito da religião", diz Kiambulê.

A assessora de comunicação da Associação de Ogans,  jornalista Eli Antonelli, realizou uma oficina sobre mídia, que originou o primeiro veículo de comunicação da temática para os professores. Doze participantes construiram o primeiro blog oficial da cidade para divulgar ações ligadas à lei 10.639/2003 e representações de cultura afro e religião de matriz africana de Marilena. Os professores irão participar da construção dos textos diretamente, sob supervisão da professora Ira com apoio da assessora da Associação de Ogans. O blog está em pré-produção e terá sequência a partir do início das aulas. Acompanhe as ações em Marilena http://marilenafropr.blogspot.com/.
Secretaria Municipal de Educação Vilma Lucas Palma Capelossi e professora Ira


Professor Paulo Borges canta para estudantes e professores

jornalista Eli Antonelli e alunos de Marilena

REUNIÃO TÉCNICA DOS POVOS E COMUNIDADES DE TERREIRO

A Secretaria Especial de Relações com a Comunidade – SERC, em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, convida para Reunião Técnica dos Povos e Comunidades Tradicionais – PCT, que acontecerá no dia 01/02/2012, no auditório Mário Lobo, Palácio das Araucárias, no município de Curitiba, das 9h às 14h, com a finalidade de dar encaminhamento ao ante-projeto de lei e discutir propostas que visem a criação do Conselho dos Povos e Comunidades Tradicionais.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ASSOCIAÇÃO REALIZA O I PRÊMIO LESE ORIXÁ

Está previsto para o dia 12 de maio o I Prêmio Lese Orisá organizado pela Associação de Ogans de Londrina e Região. Aguarde!!! Em breve mais informações

OGANS PARTICIPAM DE ENCONTRO DO FÓRUM DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA

Eli Antonelli/Brasis Comunicação
Pela defesa das religiões de matriz africana, caminhada pelas ruas de Curitiba


ENCONTRO PROPÕE DIALOGO ENTRE PODER PÚBLICO E COMUNIDADE DE TERREIRO EM CURITIBA

De 26 a 29 de janeiro Curitiba ocorreu o II Encontro Paranaense das Religiões de Matrizes Africanas e Saúde, com o tema “Enfrentando as Vulnerabilidades” O objetivo do encontro foi integrar gestores públicos com líderes das comunidades de terreiro, representantes de movimentos sociais e sociedade civil possibilitando identificar as necessidades pontuais dessa população fomentando a construção de políticas públicas que atendam suas demandas.

Ogan Luiz e Ogan Flávio  participam da caminhada contra intolerância
O encontro teve caráter nacional com representantes de vários Estados como Ceará, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Minais Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia entre outros. 

O coordenador do Fórum Paranaense de Religião de Matriz Africana  – FPRMA-PR Marcio Marins afirmou que a presença dos gestores públicos municipais, do Governo Estadual e do Governo Federal fortalece a discussão com os povos de terreiro conhecendo suas necessidades e permite uma expectativa de resultado efetivo.

Lançamento Campanha
Durante o encontro ocorreu o lançamento da campanha com o tema” Democracia, paz, religião, respeite”, que tem como foco reconhecer as diferenças, superar a intolerância e promover a diversidade.  A coordenadora do Comitê Nacional da Diversidade Religiosa Marga Store da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República apresentou a proposta da campanha lançada pelo governo federal. O material está divulgando, o membro do Comitê Marcio Marins propôs que além do público em geral, a campanha seja direcionada aos gestores públicos na redes de educação e saúde. A proposta foi acatada “A partir disso, decidimos fazer capacitação para os profissionais, pois não basta a entrega do material é preciso criar e fortalecer a conscientização sobre os crimes de intolerância”, diz Marga.

Ogan Carlinhos toca com grupo africano durante a caminhada contra intolerância 
 A abertura contou com a presença do representante do Ministro da Saúde Alexandre Padilha,  Rui Leandro da Silva, da representante da  Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Maria do Rosário Nunes, Marga Store, representante da Ministra da Secretaria de Políticas para Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR, Luiza Bairros, Nilo Nogueira,  Elisete Maria Ribeiro do Coordenação Estadual de DST/AIDS do Paraná representante do Secretario de Estado da Saúde Michele Caputo, Liliane Becker representante da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba , representante da Umbanda mãe Tania, da Sociedade Afro-brasileira Caiaque Pena Branca, representante de Candomblé Babalorixá Jorge Kibanazambi do Ilê Axé Aira Kiniba.

Importância das Conferências

Para o representante do Ministério da Saúde Rui Leandro, encontros como esse impulsionam as ações governamentais. Ele cita a realização das conferências  como instrumento de relação entre governo e sociedade civil organizada “Tivemos em 2011 a realização da 14ª conferência nacional de saúde. Nós que somos da área, sabemos dos avanços na construção de políticas que vem ocorrendo a partir desses encontros”, diz. Foram 4400 encontros municipais e  27 Estaduais. O assessor destaca que um dos resultados importantes foi a inclusão na Carta Política da Sociedade Brasileira da implantação da Política Nacional de Saúde da População Negra.

Mapa da Intolerância identifica situações críticas

Durante o encontro  o coordenador do  Coletivo de Entidades Negras – CEN Marcio Alexandre Gualberto fez a última apresentação do Mapa da Intolerância Religiosa lançado em maio de 2011. A ação visa identificar as principais ocorrências de intolerância no Brasil.  O mapa será lançado anualmente. Como resultado é possível identificar as situações críticas que sofre a população de terreiro. O CEN articulou a proposta e contou com a colaboração de várias terreiros e entidades.

 As situações levantadas não se refere apenas à comunidade de terreiro.  “Ampliamos o foco para demostrar as situações de intolerância nos últimos 10 anos. Identificamos casos emblemáticos como  situações vivenciadas por adeptos de várias religiões”, diz

O coordenador cita o exemplo de um sacerdote da religião mulçulmana. Após o ataque na Escola de Realengo no Rio de Janeiro, ele passou a sofreu perseguição e ameaças nos ônibus e metrô do Rio de Janeiro “Ele veste uma roupa característica da religião e carrega consigo uma maleta prata constantemente. Quando houve o ataque de Realengo a mídia mostrava intensamente a imagem do assassino de barba, vinculando aos árabes. Isso bastou para excitar a intolerância, causando situações de revolta pelo simples fato do sacerdote tem uma aparência semelhante ao criminoso”, conta.

Ogan Marcos, jornalista Eli Antonelli, Ogan Carlinhos, Ogan Marcelo, Ogan Luiz e Ogan Robson no preparativo para caminhada em Curitiba
O coordenador cita ainda o caso mais famoso de intolerância na religião de matriz africana, que foi a morte por infarto de mãe Gilda da Bahia. Ela teve uma foto sua publicada no jornal da Igreja Universal , cuja manchete enfocava que ela fazia parte de mães e pais de santo charlatões que tiravam dinheiro da população. Mãe Gilda já havia sofrido um ataque em seu terreiro anterior a essa situação. Quando se deparou com sua imagem no jornal, não resistiu e teve um ataque fulminante.

Proposta de soluções
Marcio Alexandre destacou ainda, que a proposta agora é apresentar soluções para o combate da intolerância a partir dessa identificação. Uma delas seria a realização de conferência nacional, estadual e municipal debatendo junto, poder público e sociedade, além de contar com a presença de adeptos das religiões que discriminam o povo de terreiro. Outra proposta é a capacitação dos agentes públicos e ainda a intensificação do trabalho com a lei 10.639/2003 que trata do ensino da história da África e cultura afro-brasileira nas escolas. Outro ponto apresentado seria a implantação das Delegacias de Combate a Intolerância Religiosa, que já existe no Rio de Janeiro. E a criação de um centro de combate à intolerância junto as Secretarias Estaduais de Direito Humanos.
Próximas discussões

O encontro finalizou domingo (29).  No sábado das 10h às 12h houve uma caminhada contra intolerância religiosa. O povo de santo saiu às ruas de Curitiba no percurso da Rua João Negrão até o Calçadão da Rua XV de Novembro mostrando sua arte e sua fé.

Para o presidente da Associação de Ogans Carlos Augusto a ação cumpriu seu objetivo “A proposta foi chamar a atenção da população para a realidade de discriminação e intolerância que sofre a população de terreiro  constantemente. Ações como esta nos fortalece e faz com que as pessoas nos percebam. A origem do preconceito é sem dúvida a falta de conhecimento do que é a região de matriz africana”. diz.

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